CATEDRAL SANTA TERESA

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31/10/2026

Peregrinamos para a plenitude da vida!

"Perder uma pessoa que amamos, que faz parte da nossa vida, dos nossos sonhos, dos projetos que construímos juntos, é uma dor que atinge milhões de pessoas. São pais e mães, são filhos e filhas. Nada poderá restituir a presença física deles"

Peregrinamos para a plenitude da vida!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! O ser humano, peregrinando neste mundo, vê diariamente a sombra da morte, mas traz dentro de si a “luz divina”, a esperança da vida. A esperança é aquilo que nos permite enfrentar as provas que a vida nos apresenta na nossa peregrinação, mas também atravessar as trevas da morte, sem nos deixarmos abater, recordando que a imortalidade é o triunfo final da comunhão entre a nossa humanidade e a vida divina.

No nosso peregrinar, não podemos perder o senso da realidade da vida. E a realidade nos confronta e nos prova com situações que não gostaríamos de encontrar. Nos prova, muitas vezes, nos momentos em que estamos com o coração ferido, diante aquilo que é mais sagrado: a vida. Perder uma pessoa que amamos, que faz parte da nossa vida, dos nossos sonhos, dos projetos que construímos juntos, é uma dor que atinge milhões de pessoas. São pais e mães, são filhos e filhas. Nada poderá restituir a presença física daqueles que nos deixaram.

Diante de certas situações dramáticas, que encontramos na peregrinação da vida, muitas vezes nos faltam palavras para consolar os que sofrem. Mas a confiança na Palavra de Deus pode nos abrir uma janela de esperança. Segundo as palavras do Evangelho, para o cristão, a morte é uma passagem para a vida plena, na comunhão com Deus. Na morte, caem todos os limites da nossa condição terrena, para sermos libertados definitivamente, na totalidade das nossas experiências, levando conosco a nossa história, que reencontraremos em Deus.

A morte, portanto, não é para nós o final, mas o meio pelo qual alcançamos a nossa meta: “a vida na sua plenitude”. Os cristãos, pelo testemunho dos Apóstolos e pela fé, sabem que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e não morre mais. Portanto, a morte não tem o êxito final sobre a nossa existência, mas é apenas uma “passagem”. Jesus passou deste mundo ao Pai, e mantém aberta essa passagem, dando a todos nós a oportunidade de ascendermos à vida divina. Ser cristão e ter fé não significa fazer parte de um grupo que está imune aos aspectos misteriosos da morte, ou do sofrimento, e a separação que essa provoca. Ser cristão é acreditar na ressurreição, é viver na certeza de que existe uma vida, um encontro, uma esperança, para nós e para os nossos entes queridos.

 

+ Dom José Gislon, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caxias do Sul

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